segunda-feira, 16 de março de 2009

FIM DA VIAGEM... INICIO DAS EMOÇÕES

Emoções, emoções, emoções. Para não matar de tédio meu amigo Lanho André Fran, dei uma pitada de emoção a minha viagem. Não atualizei esses ultimos dias porque acabou ficando bem corrido, porém vou tentar sintetizá-los.
Na última sexta feira, como o mar ficou grande e muito "storm", a Nat foi ao Alamoana Mall e eu acabei pegando uma carona com o Ian Cosenza e o nosso sempre amigo Andre da Montanha. Fomos a Xcel fazer compras. Final de tarde, peguei minha camera e fui fazer algumas fotos, já que, todas as praias estavam "lacradas" pelos salva-vidas. Resultado: Chuva torrencial, camera enrolada na camisa para nao quebrá-la e eu chegando em casa ensopado e cheio de lama que o pneu de trás da bicicleta jogava nas minhas costas.
No sábado, o mar continuava com um tamanho e "storm" na maioria das praias. O único lugar no North Shore que tinha um surf era Pinballs/Waimea, que quebrava em torno de 12 a 15 pés, com series bem espaçadas. O que é Waimea e o que é Pinballs eu discutirei em outro post. Após checar o mar, eu e Ian, acompanhados de Bagé e Pablito, que faziam suas estreias em Waimea, pegamos nossas gunzeiras e fomos para água. Após longo discurso, haviamos convencido o Pablito a ficar, no mínimo, no canal para sentir a emoção lá direto do front, uma vez que, o canal estava bem definido e sem problema. E a emoção, pelo menos para mim, veio na segunda onda. Remei na primeira da série que o Ian acabou surfando. Na de trás, remei forte e, quando senti que a prancha (10'3'') estava dentro da onda, fiquei em pé. Foi justamente questão de segundos que vi um vulto do meu lado e só tive o reflexo de proteger minha cabeça. Uma prancha veio voando em minha direção e não sei precisar se o cara vacou da onda ou se ele largou a prancha e afundou para não tomar na cabeça e o vento forte cuspiu ela em cima de mim. Provavelmente foi a segunda opção. A única coisa que sei, foi que tomei uma porrada forte na barriga e no braço. Após cair, puxei a minha prancha e direcionei o bico para o canal. Fui ver o que tinha acontecido e notei um corte de mais ou menos 4 centimetros na minha barriga. Fiquei muito puto na hora e resolvi voltar pro outside. Mostrei pra galera la fora e fiquei "com sangue nos olhos". Queria descer a bomba do dia de tanta raiva!!!. Os mais coroas do pico me convenceram a sair remando por causa dos tubarões. O sangue não parava de descer. Cheguei na beira depois de miseros 30 minutos de surf, mostrei pra Natalia e fomos para o hospital de Kahuku, um pequeno e único no North Shore. Logo eu que, no ano anterior, havia levado o Luca Atalla da Gracie Magazine para dar um rolé por lá....
Chegando lá, entreguei minha carteirinha do seguro de viagem e fui chamado para entrar na sala de emergencia. O primeiro médico que viu falou que nem ponto precisava. Já o segundo médico, após a limpeza, constatou que, no rasgo de 4 cm, 1 cm era fundo e não superficial, pedindo então um raio x. Após o raio x, ele não conseguiu precisar o tamanho do estrago e, com medo de ter perfurado o estomago ou o abdomem, solicitou minha transferencia para o hospital de Queens, que fica no centro de Honolulu. Peguei o carro e passei em casa antes. Enquanto a Nat fazia alguns sanduiches para levarmos, o Rodrigo Resende, que tambem é médico, falou que a dúvida do médico era pertinente. As 6 da tarde demos entrada no hospital de Queens e após a burocracia do seguro, fomos atendidos as 7. Tirei a roupa toda ficando só de cueca e coloquei o roupão. A enfermeira me deitou na cama e em um braço colocou um medidor de pressão e um de batimentos no dedo. No outro braço entrei no soro intravenal. Após alguns intantes, fui levado na propria maca para a sala de tumografia, que eles a chamam de CAT Scan. Colocaram contraste na minha veia e literalmente me escaneiaram na maquina. Após o scanner, fiquei mais ou menos uns 30 minutos esperando algum enfermeiro levar a minha maca de volta ao quarto. As 9 da noite o médico veio com a resposta de que o buraco era fundo porém não havia atingido o estomago ou o abdomem. Com isso, ele custurou a parte externa do ferimento, uma vez que, a parte interna já não havia mais tempo. O acidente foi as 2 horas da tarde. Saimos do hospital as 10 da noite.
No domingo, fomos mergulhar na jaula dos tubarões. No caso, a Natalia, pois eu não podia. Foi bem interessante o passeio. Eu já tinha feito o mesmo em 2004, na época, com o Trekinho e o Marco Salamonde. Esse agora, foram para dentro da "jaula" a Nat e um casal amigo de paulistas (Renato e Luciana). Eu fiquei de fora tirando fotos e filmando. Final do dia fui arrumar as minhas coisas para voltar ao Brasil.
Na segunda, pegamos o voo de volta. Paguei 300 dolares no aeroporto pois carregava dois packs de prancha (100 dolares cada) e uma mala extra (100 dolares), o que era justo.
O problema foi no aeroporto de Miami. Como tive que retirar as pranchas pois durmiria uma noite por lá, tive que reembarca-las no outro dia. Ai a VELHA que me atendeu queria me cobrar a bagatela de 1200 dolares. Isso mesmo. Falou que cobraria 100 dolares por prancha e que todas elas seriam "malas extras". Como tinha no total 6 pranchas, (1 capa com o Stand Up e 1 capa com 5 pranchas) seria 200 dolares por prancha. Absurdo!!! Reclamei, falei que era absurdo, falei que não queria parar em Miami, que só parei lá porque minha passagem era de milha, que havia pago 300 dolares no aeroporto de Honolulu (com o compravente de pagamento em mãos). A VELHA chamou a chefe dela. E a outra me disse que ela estava certa. Que a taxa era por prancha. E eu retruquei e expliquei que era minha quinta vez seguida que estava indo pro Hawaii pela American Airlines e só viajava de American porque dava melhores condições de envio de pranchas do que as outras companhias aereas, uma vez que, o atendimento e o próprio avião eram piores que os demais e se estava viajando de milhas desta vez era porque já tinha gasto muito dinheiro com eles voando etc... No final das contas a outra me colocou para pagar 400 dolares. 1 extra e 3 pranchas. Paguei na correria, ela me deu o canhoto do tag da prancha e fomos correndo embarcar. Já no voo fui conferir os tags das malas e para minha surpresa, uma tinha outro nome de passageiro, outro voo e outro destino do que o meu e o da Nat. Pegando as malas já no Rio, aconteceu o que eu esperava. Aquela VELHA que tentou me fuder me cobrando 1200 dolares, me fudeu enviando a minha mala de pranchas para Montevideu. Agora, encontro-me tentando localiza-las...
Enfim, EMOÇÕES!!!!

Beijos pra quem é de beijos e abraços pra quem é de abraços

Foto1: Bezinho surfando em Sunset
Foto2: Bezinho de SUP em Keimies
Foto3: As 10 da noite saindo do Hospital em Honolulu
Foto4: Por do sol em Sunset
Foto5: O time completo do Hawaii
Foto6: Natalia dentro da jaula no passeio dos tubarões
Foto7: Tubarão prestes a das um beijinho no peixinho
Foto8: O preju que tomei na barriga
Foto9: A conhecida Kamehameha hwy em frente ao Foodland
Foto10: A praia de Sunset fechada durante a ressaca
Foto11: Nat, bezinho, Renato e Luciana durante passeio dos Sharks
Foto12: Os tubarões!!!
Foto13: Ian e o Pitbull do "Da montanha"
Foto14: Descida da estrada chegando no North Shore
Foto15: Bezinho no estacionamento de Waimea
Foto16: Familia Bagé, Pablito, Bezinho e Musa checando Waimea.

















Um comentário:

  1. Bezinho, adorei seu blog!
    Comentei até com a Nati pq as meninas me zoavam quando eu escrevia na agenda...eheheheheeh IRADO! Muitas emoções mesmo! Vale correção gramatical?!? Você foi custurado ou costurado??? Tô zoando leke!
    Senti saudades de vcs! Bjinhos, Nanda

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